Cirurgia minimamente invasiva

Informativo Cirúrgico:

Srª paciente,
Gostaríamos de informar como é o processo necessário à realização de um procedimento cirúrgico nesta clínica:
1. Necessidade de consulta com médico responsável que irá avaliar a necessidade ou não de realização do procedimento seguido da solicitação de exames complementares e orientação.
2. Retorno em tempo hábil (30 dias) para mostrar exames e iniciar a programação para realização da cirurgia.
3. Avaliar orçamento com o profissional responsável através de esclarecimentos sobre as burocracias, as dificuldades e limitações de cada procedimento (ver o tipo de plano de saúde, coberturas, reembolso, carência…). Nos casos particulares solicitar orçamento separado da parte da equipe médica, do hospital e do material.
4. Recebimento de um relatório detalhado com informações pré, per e pós-operatórias, assim como orçamento, códigos e materiais necessários ao sucesso do procedimento (e-mail ou disponível impresso na clínica), juntamente com um consentimento informado escrito em casos selecionados.
5. Escolha de uma data e do local a ser realizado procedimento (observar limitações do médico responsável, da paciente e dos planos de saúde). Necessidade de 15 dias para avaliar disponibilidade da equipe e do hospital.
6. Realização de exames pré-operatórios, pré-anestésico e pré-autorização com auxilio da equipe (secretária e médico responsável).
7. Retorno médico responsável na semana da cirurgia para rever caso e exame clínico, tirar dúvidas e refazer check-list anterior.
8. Durante internação e após total assistência da equipe médica responsável 24 horas, contínuo.
9. Acerto dos honorários médicos (equipe) e materiais utilizados. ( previamente ou no dia da intervenção)
10. Alta com controle pós-operatório (7/10 e 30/40 dias em todos os casos na clínica).

Cirurgia Robótica

 

Cirurgia 3D

MEDICINA E TECNOLOGIA,

DE MÃOS DADAS PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA

Videolaparoscopia 3D e Single-port, conheça um pouco mais sobre estes recursos que proporcionam grandes benefícios e reduções consideráveis na:

Dor

Tempo de cirurgia

Tempo de recuperação da paciente

Interferência estética

 

Videolaparoscopia

A cirurgia para o tratamento da endometriose geralmente é feita por meio da laparoscopia, que tem como objetivo cauterizar os focos de endometriose e retirar as aderências formadas pela doença. Realizando o procedimento utilizando a tecnologia de Videolaparoscopia 3D, possibilita uma melhor a visualização da profundidade e uma melhor identificação de estruturas anatômicas críticas, além de permitir a cirurgia com maior precisão e segurança do que os sistemas convencionais 2D.

Quais são as diferenças entre a laparoscopia convencional e a laparoscopia 3D?

A realização da cirurgia acontece de forma bastante parecida nos dois casos. Durante o procedimento, estão envolvidos um cirurgião, dois médicos auxiliares, um instrumentador e um anestesista. As cirurgias laparoscópicas são feitas por meio de pequenas incisões de 0,5 a 1 cm, pelas quais o cirurgião manuseia os instrumentos e as imagens são exibidas em uma tela de vídeo de alta nitidez. No caso da cirurgia laparoscópica 3D, a principal diferença é a projeção da imagem que oferece ao cirurgião e à sua equipe a mesma visão tridimensional do campo.

 

Single-port

Single-port

Trata-se de uma cirurgia realizada por uma única incisão cirúrgica na cicatriz umbilical com a inserção de um trocarte de 3,0 cm por onde se introduz a ótica e os instrumentos cirúrgicos para a realização do procedimento, proporciona uma interferência estética quase que imperceptível, reduz o tempo de recuperação da paciente e, em alguns casos, é possível retornar para casa no mesmo dia da cirurgia e às atividades cotidianas em poucas semanas.

Primeira cirurgia de histerectormia total laparoscópica 3D de Minas Gerais (Dezembro/2015)

Dr Gustavo Safe endometriose
Pioneiro em Minas Gerais, Dr. Gustavo Safe e sua equipe operam no Hospital Madre Tereza e executam a Primeira Histerectomia total  utilizando tecnologia 3D.

Essa ferramenta, que é o aparelho laparoscópico 3D permite ao cirurgião ter uma visão privilegiada e mais detalhada de toda a cavidade abdominal, fazendo com que, dessa forma, o procedimento tenha maior precisão.

 


Dor pélvica crônica

Considerações gerais:

A dor pélvica é um dos maiores desafios da clínica ginecológica.

Esta abordagem é complexa e necessita que alguns passos sejam seguidos para se obter o sucesso desejado! A complexidade anatômica da região pélvica com vários aparelhos (gênito-urinário, músculo esquelético, intestinal, vascular, nervosa) interrelacionados e capazes de provocar dor pélvica determinam o maior desafio.

A prevalência da DPC é muito maior do que se imagina e se divulga!

Estima-se que ela possa acometer até 1 em cada 6 mulheres na população geral adulta com incidência média geral de 12%.

Dados mostram que a incidência pode ser igual ou maior que a de asma e dor nas costas como mostram os dados a seguir:

38/1000  DPC

37/1000 ASMA

41/1000 DOR COSTAS

Além disto, altera a qualidade de vida das pacientes influenciando em atividade doméstica, atividade sexual, com perda de dias de trabalho e gastos com uso de medicamentos, consultas e internações.

40% de todas as laparoscopias são realizadas por DPC na esperança da resolução da mesma, mas infelizmente o sucesso nem sempre e alcançado.

ABORDAGEM IDEAL DOR PÉLVICA CRÔNICA

Estas mulheres buscam assistência médica para obterem explicações para as sua dores.

Para isto a primeira consulta deve ter o tempo suficiente para que a paciente possa contar sua história.

As pacientes precisam saber que serão ouvidas e que o médico acredita nelas.

O primeiro passo da abordagem e determinar se a paciente possui DPC ou Síndrome da DPC.

O conceito de DPC é o seguinte:

Toda dor pélvica superior a seis meses de duração:

Esta dor esta associada a um conjunto de respostas, reflexas autonômicas com sinais de  inflamação/infecção:

Podendo acrescentar dores cíclicas e ou não cíclicas (dismenorreias, dispareunia profunda, dor intermenstrual)

Localização consistente

Sem melhora com analgésicos não narcóticos

Na síndrome da DPC, não existe melhora destes sintomas e os danos físicos são geralmente menores que os sintomas apresentados em uma paciente já emocionalmente abalada e com falha em tratamentos anteriores.

PASSO A PASSO ABORDAGEM DPC

O sucesso da abordagem depende inicialmente desta separação, principalmente antes de idealizar uma cirurgia. A indicação cirúrgica segue normas:

1- Anamnese

– A natureza multifatorial da DPC, deverá ser abordada e explicada desde o início.

-Problemas psicológicos e sociais acontecem concomitantemente com DPC, sendo a sua resolução importante para o sucesso do tratamento.

-PERSONALIDADE

-DEPRESSÃO

-ABUSO SEXUAL

-DISFUNÇÃO SEXUAL

2- Exame Físico

Durante exame físico da paciente, seguir uma dinâmica para que nada passe desapercebido.

3- Análise Topográfica:

ANALISE TOPOGRAFICA dpc

4- Individualização de cada sintoma:

– DISPAREUNIA

– DISMENORREIA

– DOR LOMBAR

– DOR ABDOMINAL

– DOR INTESTINAL

– DOR URINÁRIA

– DOR MÚSCULOESQUELÉTICO

5- Utilização instrumentos psicométricos:

– Questionários qualidade de vida SF36 para ajudar no manejo e melhor avaliar a resposta ao tratamento e o que utilizamos quando necessário

– Diário de dor quando indicado

6- Exames complementares:

– Laboratório

– Imagem (US, RNM, outros)

7- Equipe multidisciplinar, fundamental para sucesso!

– ANESTESISTA

– CLÍNICO

– UROLOGISTA

– GASTROENTEROLOGISTA

– CIRURGIÃO DIGESTIVO

– PSICÓLOGO

– PSIQUIATRA

– FISIOTERAPEUTA

– REUMATOLOGISTA

– ORTOPEDISTA

– NEUROCIRURGIÃO

– ENFERMAGEM

8- Trabalhar neuroplasticidade cerebral :

O cérebro é uma máquina que adora rotinas, ritmos e padrões.

A melhor forma de fazer isto é quebrar a rotina!

Uma destas maneiras é estimular atividade física, yoga, meditação, fisioterapia,….

9- Tratamento medicamentoso:

– As diretrizes (ESHRE) recomendam os seguintes tratamentos hormonais para o alívio da dor:

>> Os agonistas do GnRH, Danazol, Contraceptivos orais combinados e PROGESTINAS

>> A eficácia possui classificação semelhante, mas os efeitos adversos diferem

10- Tratamento endoscópico:

– Cistoscopia

– Colonoscopia

– Histeroscopia

– Laparoscopia